Sim. Olhar para o Sol durante as fases parciais de um eclipse pode lesionar a retina, a camada sensível à luz que fica no fundo do olho. Esta lesão chama-se retinopatia solar. Não dói, costuma manifestar-se só horas depois, como uma mancha desfocada ou cega no centro da visão, e não existe nenhum tratamento comprovado. A boa notícia, segundo os casos reais estudados: a maioria das pessoas recupera boa parte da visão ao fim de alguns meses, e esta lesão evita-se facilmente com óculos certificados. Reunimos aqui o que dizem de facto os oftalmologistas e os ministérios da saúde, o que aconteceu depois dos eclipses de 1999, 2017, 2024 e 2026, e que crenças populares não passam de mitos.
Última atualização: 4 de novembro de 2026 (fontes médicas verificadas a 30 de outubro de 2026). Este artigo é informação geral e não substitui aconselhamento médico. Se acha que os seus olhos ficaram afetados, consulte um oftalmologista.
O que acontece exatamente ao olho?
O cristalino foca a luz do Sol num ponto minúsculo da retina, a mácula, que é a zona que usamos para ler e reconhecer caras. Quando se fixa o Sol, essa luz desencadeia uma reação química nas células da retina. A EyeWiki, da Academia Americana de Oftalmologia, descreve-a sobretudo como uma lesão fotoquímica, resultado da «formação de radicais livres», que «pode ser intensificada pelo calor». O Ministério da Saúde de Espanha diz o mesmo na avaliação de risco que fez para o eclipse de 2026: o dano resulta «fundamentalmente» de um mecanismo fototóxico.
Muitas vezes fala-se em «queimadura», e até páginas oficiais usam essa palavra. Mas não é como tocar numa frigideira quente. Acontece em silêncio, e não se sente nada.
Porque é que não dói?
Porque a retina não tem nervos da dor. Nas palavras do Royal College of Ophthalmologists, do Reino Unido: «a retina não tem recetores de dor, por isso as pessoas não sentem a lesão no momento em que acontece». A Sociedade Espanhola de Oftalmologia (SEO) e uma direção regional do Ministério da Saúde do Egito, em Qalyubia, fazem o mesmo aviso. É precisamente isto que torna um eclipse arriscado: nada nos diz para desviar o olhar.
Olhos doridos, vermelhos ou com sensação de areia depois de um dia ao sol são outra história. O National Eye Institute dos EUA (NEI) descreve a fotoqueratite, uma lesão da superfície do olho causada pelos raios UV, com «dor, vermelhidão, lacrimejo e sensação de areia nos olhos». Dói, mas não é o mesmo que uma lesão da retina. Não vale a pena esperar pela dor como sinal de alarme.
O essencial sobre segurança está no nosso guia para usar óculos de eclipse em segurança, e as perguntas frequentes sobre óculos de eclipse respondem às dúvidas mais comuns.
Quais são os sintomas de lesão ocular causada por um eclipse?
A Academia Americana de Oftalmologia (AAO) indica estes sintomas, num olho ou nos dois:
- visão desfocada
- uma mancha cega no centro da visão
- visão distorcida: as linhas retas parecem tortas ou onduladas
- alterações na forma como se veem as cores (discromatopsia)
- mais sensibilidade à luz
- dor de cabeça
O Ministério da Saúde da Arábia Saudita aponta os mesmos dois sinais principais na sua página de educação para a saúde: perda da visão central e visão distorcida. Se notar algum destes sintomas depois de um eclipse, siga os passos da secção sobre o que fazer se achar que os olhos ficaram lesionados.
Quanto tempo demoram os sintomas a aparecer?
Normalmente umas horas, às vezes só no dia seguinte. A AAO diz que a maioria das pessoas «notaria sintomas visuais no espaço de quatro a seis horas», mas que «algumas podem notar sintomas ao fim de 12 horas». O NEI refere que os sintomas «podem surgir gradualmente ao longo de horas ou dias», e uma apresentação sobre segurança publicada pela American Astronomical Society (AAS) fala num atraso de 12 a 48 horas, com sintomas muitas vezes relatados na manhã seguinte. Ou seja, sentir-se bem logo a seguir ao eclipse não prova que os olhos estejam bem. As crianças nem sempre conseguem explicar com clareza que algo está mal, o que é mais uma razão para estarem de óculos de eclipse bem ajustados do princípio ao fim.

A lesão é permanente?
Às vezes, mas muitas vezes não por completo. A AAO afirma: «Muitas pessoas recuperam ao fim de três a seis meses», enquanto «algumas vão sofrer perda de visão permanente, sob a forma de uma pequena mancha cega e distorção». A EyeWiki acrescenta que a maioria dos doentes acaba com uma acuidade visual entre 20/20 e 20/40, mas a distorção e as manchas cegas podem ficar. O Royal College of Ophthalmologists descreve a mesma divisão: umas pessoas recuperam ao longo de semanas ou meses, outras ficam com perda permanente.
Dito de outra forma, o resultado típico não é cegueira total. É uma pequena mancha cinzenta ou desfocada exatamente onde se olha, que pode dificultar a leitura ou o reconhecimento de caras durante meses, ou para sempre. Em comparação, prevenir é simples: óculos que cumprem a norma ISO 12312-2 reduzem a luz a um nível seguro.
O que encontraram os médicos depois de eclipses reais?
Estes são os relatórios publicados que conseguimos confirmar. As contagens dependem da forma como cada país recolheu os casos, por isso não são diretamente comparáveis.
| Eclipse | Onde | O que os médicos relataram | Fonte |
|---|---|---|---|
| 11 ago. 1999 (total na Cornualha, parcial no resto) | Reino Unido | 70 casos de perda de visão comunicados, idade média de 29,5 anos; 84% tinham a mácula alterada no primeiro exame; aos 6 meses, nenhum caso comunicado de perda de visão ou sintomas persistentes | Michaelides et al., Eye 2001 |
| 11 ago. 1999 | Turquia | 188 pessoas com queixas visuais observadas; 9 doentes (11 olhos) tinham retinopatia solar; exposição de 1 a 30 minutos; distorção ainda presente em 5 olhos ao fim de 3 meses | Akyol et al., Turk J Med Sci 2002 |
| 29 mar. 2006 | Kumasi, Gana | 7 doentes com queixas, sem lesões na mácula; os autores atribuem o resultado à educação em massa da população antes do eclipse | Komfo Anokye Teaching Hospital, Afr J Health Sci 2007 |
| 21 ago. 2017 | Nova Iorque, EUA | Uma jovem com uma mancha cega central duradoura após segundos de exposição, estudada em pormenor por imagem no Mount Sinai | Wu et al., JAMA Ophthalmology 2017 |
| 8 abr. 2024 | Quebeque, Canadá | 46 complicações oculares registadas: 11 de retinopatia solar, 35 de queratite solar (lesão da superfície) | Tousignant, comunicação em congresso 2025 |
| 8 abr. 2024 | EUA, serviços de urgência | Sem aumento estatisticamente significativo de idas à urgência por dor ocular ou fotoqueratite (853 na semana anterior, 921 na semana do eclipse e na seguinte) | Poremba et al., West J Emerg Med 2026 |
| 12 ago. 2026 (total no norte de Espanha, parcial no resto) | Espanha | Mais de 1 000 pessoas atendidas em 48 horas, sobretudo com queixas ligeiras; La Rioja comunicou 4 pessoas com lesões compatíveis com a exposição; não há uma contagem nacional de retinopatias confirmadas | Serviços regionais de saúde, via Diario de León |
| 12 ago. 2026 (parcial) | Países Baixos | Pelo menos 18 pessoas com lesões na retina (5 crianças, 13 adultos), a maioria com manchas ligeiras | Sociedade Neerlandesa de Oftalmologia, via NL Times |
As fontes e os links estão no fim do artigo. Os números de Espanha e dos Países Baixos são contagens iniciais divulgadas pela imprensa, não estudos clínicos.
Há duas lições que saltam à vista. Primeiro, os números são pequenos comparados com os milhões de pessoas que assistiram, e os médicos do Gana associaram o número baixo de casos à educação da população. Segundo, os casos que acontecem são muitas vezes de pessoas jovens que olharam durante algum tempo sem proteção a sério, e é por isso que confirmar que os óculos são genuínos faz diferença. No caso de Nova Iorque, em 2017, a exposição mediu-se em segundos: o comunicado do hospital fala em cerca de 21 segundos sem óculos de proteção, enquanto numa entrevista à CBS a doente descreve uma olhadela rápida e depois 15 a 20 segundos com uns óculos emprestados que provavelmente não cumpriam a norma. Em Espanha, em 2026, uma oftalmologista de um hospital do País Basco relatou apenas casos ligeiros, e o presidente da sociedade de oftalmologia das Canárias disse que esperavam muito mais do que aquilo que encontraram.
Que crenças sobre o eclipse são mitos?
«Fica-se cego no mesmo instante»
Não da maneira que se imagina. A lesão é real, mas os sintomas aparecem horas depois, e o resultado habitual é uma mancha cega central ou distorção, não escuridão total (AAO, NEI).
«Se não dói, está tudo bem»
Falso. A retina não sente dor (Royal College of Ophthalmologists). Não sentir dor não quer dizer nada.
«O eclipse emite raios especiais e perigosos»
Falso. A página da NASA sobre ideias erradas acerca dos eclipses explica que a luz durante um eclipse é a mesma luz do Sol de qualquer outro dia. O perigo está em as pessoas fixarem o Sol porque está a acontecer algo interessante e «verem de relance a superfície brilhante do Sol», o que «pode causar lesões na retina».
«O eclipse faz mal às grávidas, aos bebés ou à comida»
Não, segundo a NASA, que chama à luz da coroa solar «perfeitamente segura» e lembra que, se a radiação do eclipse fosse nociva, «a mesma radiação faria mal à comida da sua despensa». Ficar em casa é uma escolha pessoal; o único risco real é para os olhos de quem olha para o Sol sem proteção.
«Só a totalidade é perigosa»
É precisamente ao contrário. A fase total, quando a Lua tapa o Sol por completo, é o único momento em que se pode olhar sem óculos, e só para quem estiver dentro da faixa de totalidade. A NASA diz que a proteção só pode ser retirada «durante o breve e espetacular período conhecido como totalidade». Antes e depois, e em qualquer sítio fora da faixa, até um crescente fininho é demasiado brilhante para se olhar. A 2 de agosto de 2027, por exemplo, o Cairo terá cerca de 95% do Sol coberto e Riade cerca de 76%: nas duas cidades o eclipse fica parcial, por isso os óculos não saem da cara durante todo o eclipse. O nosso mapa da faixa de totalidade mostra onde há totalidade, e os horários do eclipse em 125 cidades dizem-lhe quando.
«Óculos de sol, vidro fumado, radiografias ou um CD chegam»
Falso. A NASA: «os óculos de sol normais, por mais escuros que sejam, não são seguros para observar o Sol». O capítulo da NASA sobre segurança ocular exclui também o vidro fumado, os filtros polarizadores e a película fotográfica exposta, e o guia da Bibliotheca Alexandrina para o eclipse de 2006 no Egito considera inseguros os óculos de sol de qualquer tipo, o vidro fumado, os CD, a película a cores sobre-exposta e as radiografias. O Ministério da Saúde da Arábia Saudita diz que os óculos de sol normais «não dão a proteção necessária».
«Uns segundos não fazem mal»
Não conte com isso. A NASA refere que a maioria das pessoas desvia o olhar por instinto antes de haver danos graves, mas o caso de Nova Iorque em 2017 mostra que bastam segundos para deixar uma mancha duradoura. Não há um número seguro de segundos para fixar o Sol parcialmente tapado.
O que devo fazer se achar que os meus olhos ficaram lesionados?
- Vá a um oftalmologista sem demora se, depois de um eclipse, notar a visão central desfocada, distorcida ou com falhas. É o conselho da AAO, do NEI e da Sociedade Espanhola de Oftalmologia («dirija-se imediatamente a um médico oftalmologista»).
- Diga que esteve a ver o eclipse e mais ou menos durante quanto tempo. O médico pode fazer um exame à retina: a EyeWiki refere que a tomografia de coerência ótica (OCT) costuma mostrar uma pequena zona alterada por baixo do centro da visão.
- Não espere pela dor, nem experimente colírios ou remédios caseiros: a AAO diz claramente que «não existe tratamento para a retinopatia solar». Já se experimentaram corticoides, mas a EyeWiki diz que não há provas consistentes de que funcionem.
- Esteja atento a alterações. Os oftalmologistas usam a grelha de Amsler, um quadrado de linhas retas, para detetar distorções; a AAO tem uma versão para imprimir. Se, ao tapar um olho, as linhas parecerem tortas ou faltar um bocado, diga-o ao médico. Serve para dar por um problema, não é um diagnóstico.
- Da próxima vez, proteja bem os olhos. As nossas perguntas frequentes sobre óculos de eclipse respondem às dúvidas mais comuns sobre óculos certificados.
Como ver o eclipse de 2027 sem correr riscos?
- Use óculos ou visores de mão que cumpram a norma ISO 12312-2. A NASA diz que os visores «devem cumprir a norma internacional ISO 12312-2», e o Ministério da Saúde de Espanha exige a EN ISO 12312-2 com marcação CE. O nosso artigo sobre a ISO 12312-2 mostra como verificar um certificado, e o nosso guia sobre óculos falsos e não conformes mostra o que correu mal em Espanha em 2026.
- Verifique cada par antes de usar. Se um filtro estiver «rasgado, riscado ou danificado de outra forma, deite fora o dispositivo» (NASA). A nossa lista de verificação leva um minuto e, se guardou óculos de 2026, leia se pode voltar a usá-los em 2027.
- Nunca use binóculos, máquina fotográfica ou telescópio por trás dos óculos de eclipse. A luz concentrada pode queimar o filtro. Os aparelhos óticos precisam do seu próprio filtro solar, colocado à frente.
- Desvie o olhar antes de tirar os óculos, como aconselha o Ministério da Saúde da Arábia Saudita.
- Vigie as crianças o tempo todo (NASA: «Vigie sempre as crianças quando usam visores solares»).
- Não tem óculos? De costas para o Sol, use um projetor de orifício, um passador ou os espaços entre as folhas das árvores para projetar o crescente no chão (NASA, NEI, UKHSA). O vidro de soldador só serve se for de grau 14, o mais escuro, segundo a AAO.
- As nuvens não tornam seguro fixar o Sol quando ele espreita (UKHSA).
Os óculos de eclipse Tember estão certificados segundo a norma EN ISO 12312-2:2015 ao abrigo do Regulamento europeu dos EPI, e os nossos certificados e relatórios de ensaio estão publicados na íntegra. Há packs de 4 a 100 pares, para uma família, uma escola ou um escritório inteiro verem juntos. Ver os óculos.
Perguntas frequentes
Pode-se ficar cego por olhar para um eclipse solar?
Olhar para o Sol parcialmente eclipsado pode lesionar a retina (retinopatia solar). O resultado habitual é uma mancha cega ou desfocada no centro da visão, não cegueira total. Muitas pessoas melhoram em três a seis meses, mas algumas ficam com uma pequena mancha cega permanente (Academia Americana de Oftalmologia).
Como sei se o eclipse me danificou os olhos?
Esteja atento a visão desfocada, uma mancha cega no meio da visão, linhas retas que parecem tortas, cores diferentes ou sensibilidade à luz. Os sintomas costumam aparecer em 4 a 6 horas, às vezes ao fim de 12 horas ou no dia seguinte. Se notar algum, consulte um oftalmologista sem demora.
Uma lesão nos olhos causada pelo eclipse dói?
Não. A retina não tem recetores de dor, por isso não se sente a lesão no momento em que acontece (Royal College of Ophthalmologists). Olhos doridos, com sensação de areia, apontam mais para uma lesão da superfície, como a fotoqueratite, que é um problema diferente.
Existe tratamento para a retinopatia solar?
Não há tratamento comprovado. A AAO diz que «não existe tratamento para a retinopatia solar», e os corticoides não mostraram benefício consistente. Um oftalmologista pode confirmar a lesão com um exame à retina (OCT) e acompanhar a recuperação.
É seguro olhar para o eclipse total sem óculos?
Só durante a totalidade, os minutos em que a Lua tapa o Sol por completo, e só se estiver dentro da faixa de totalidade. Antes e depois da totalidade, e em qualquer sítio onde o eclipse seja parcial (por exemplo no Cairo ou em Riade a 2 de agosto de 2027), mantenha os óculos ISO 12312-2 postos o tempo todo.
Os óculos de sol chegam para ver um eclipse?
Não. A NASA diz que os óculos de sol normais, por mais escuros que sejam, não são seguros para observar o Sol. Vidro fumado, CD e radiografias também não são seguros. Use óculos ou visores certificados segundo a ISO 12312-2, ou projete o Sol através de um pequeno orifício.
Fontes
- Academia Americana de Oftalmologia (AAO): Think you hurt your eyes watching the eclipse?
- EyeWiki (AAO): Solar retinopathy
- AAO: Is a welder's helmet safe for viewing a solar eclipse?
- National Eye Institute dos EUA (NEI): How to watch an eclipse safely
- Royal College of Ophthalmologists: conselhos para quem vai ver o eclipse (10 de agosto de 2026)
- UK Health Security Agency: How to watch the solar eclipse safely (23 de julho de 2026)
- Ministerio de Sanidad (Espanha): Evaluación rápida de riesgo, eclipse 2026 (PDF)
- Sociedad Española de Oftalmología: recomendaciones eclipse de sol (PDF)
- Ministério da Saúde da Arábia Saudita: eclipse solar e segurança dos olhos (em árabe)
- Okaz: aviso do Ministério da Saúde saudita para o eclipse de 2 de agosto de 2027 (em árabe)
- Youm7: aviso da Direção de Saúde de Qalyubia (Egito) sobre os olhos e o eclipse, 2022 (em árabe)
- NASA: Eclipse safety
- NASA: Eclipse misconceptions
- NASA RP 1383: Eye safety during solar eclipses
- American Astronomical Society (AAS): Solar eclipse safety introduction, B. R. Chou (PDF)
- Bibliotheca Alexandrina: Eclipse 2006, safe viewing with filters
- Michaelides M et al. Eclipse retinopathy. Eye 2001;15:148-151
- Akyol N et al. Retinopatia solar após o eclipse de 1999. Turk J Med Sci 2002;32(5):397-401
- Komfo Anokye Teaching Hospital: queixas oculares após o eclipse de 2006, Afr J Health Sci 2007
- Mount Sinai, via ScienceDaily: retinopatia solar após o eclipse de 2017 (Wu et al., JAMA Ophthalmology)
- CBS: entrevista com a doente, lesão ocular no eclipse de 2017
- Tousignant B: complicações oculares do eclipse de 8 de abril de 2024 no Quebeque (Université de Montréal)
- Poremba M et al. Idas à urgência por problemas oculares após o eclipse de 2024. West J Emerg Med 2026
- Diario de León: mais de 1 000 pessoas atendidas nas primeiras 48 horas após o eclipse em Espanha (14 de agosto de 2026)
- RTVC: oftalmologistas das Canárias sobre problemas oculares após o eclipse (19 de agosto de 2026)
- NL Times: pelo menos 18 neerlandeses com lesões na retina (20 de agosto de 2026)
- Cobertura do Sol no Cairo e em Riade a 2 de agosto de 2027: cálculo da própria Tember (skyfield, JPL DE421), ver o nosso artigo sobre a faixa de totalidade.